sexta-feira, 25 de maio de 2007

Motivação/Dificuldades de Aprendizagem (II)



A - O que fazer? Como Fazer?


Fazer uma pedagogia diferenciada à escala de uma ou mais turmas, pode ser um trabalho de vários anos. Por isso é importante:

  • saber escolher
  • dar prioridade ao mais urgente
  • fixar objectivos razoáveis

  • limitar as ambições a certas noções fundamentais

  • construir e organizar materiais diversificados (tendo todos os alunos ocupados)

  • negociar regras de funcionamento (para obter uma dinâmica com um mínimo de disciplina)

Pretende-se cultivar um salutar espírito de cooperação


B - Como aprendem?


Considerando o pensamento de importantes psicólogos e pedagogos constatamos haver três níveis básicos de aprendizagem:

  1. Percepção - aprender factos, eventos e experiências

  2. Conceptualização - manejar e ier-relacionar conceitos, leis, e sistemas conceptuais

  3. Representação - imaginar, construir imagens mentais

São estes os níveis que determinam o verdadeiro sentido do que é o aprender e é neles que devem centrar toda a atenção do profissional do ensino.

De pouco nos adianta termos definidos nos programas de aulas grandes e eloquentes objectivos, se não se encontrar todo o processo mental que o aluno deve percorrer para os alcançar.

Sói-se afirmar que as sociedades só progridem na medida em que os seus elementos deixem de repetir; entende-se como principal finalidade da educação dar asas a quem tem mãos e mãos a quem tem asas.

Nesta afirmação reside toda a essência do processo de reivindicação para que, enquanto profissionais de educação, deixemos de ser meros transmissores do saber e passemos a ajudar o aluno a construir o seupróprio saber.

Assim todo o acto de ensinar a aprender deixa de estar marcado pelo alcance imediato de objectivos, para estar orientado pelo desenvolvimento de competências, capacidades e valores que o aluno deve trabalhar sob a forma de destrezas (desenvolvimento de elementos cognitivos) e de atitudes (desenvolvimento de elementos afectivos).

Da conjugação dos resultados alcançados em cada uma das vertentes resultará, numa segunda fase, a consecução dos objectivos definidos. Estas ideias implítas na teoria psicopedagógica de Vigotski começam a ganhar espaço, demonstrando-se que, no paradigma cognitivo-contextual a elas inerentes, pode estar o verdadeiro sentido da reinvenção dos processos de aprendizagem e ensino.



C - O saber com um fazer

Consultando um dicionário encontramos: "Aprender é adquirir conhecimentos".



A noção de aprender ou efeito de aprender constitui a aprendizagem. Neste sentido, é importante desencadear iniciativas capazes de potenciar experiências de aprendizagem a partir das quais se possam concretizar projectos de intervenção educativa que, de um modo geral, permitam

  • valorizar o protagonismo dos alunos enquanto produtores do saber

  • favorecer a construção de situaações significativas de trabalho

  • estimular as relações interpessoais (tanto no decurso desse processo como no das tarefas em que todos se possam envolver).




Maria Helena Henriques Marques

Professora do Ensino Secundário

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