domingo, 6 de maio de 2007

Família, ontem, hoje, amanhã... sempre!






A família constitui, desde sempre, uma célula fundamental da sociedade e assume uma preponderância decisiva no desenvolvimento integral das pessoas, com repercussões no desenvolvimento harmonioso das comunidades em que se integram, sendo imperioso reconhecer as funções específicas que desempenha e estimular a realização plena dessas funções.

A Declaração Universal dos Direitos do Homem assim como a Constituição da República Portuguesa, não só reconhecem a família como célula fundamental, mas também como um valor inalienável e vital da sociedade, factos que atestam a importância que a mesma assume no desenvolvimento da pessoa humana.

Foi sempre considerada a primeira sociedade natural, titular de direitos próprios e originários, colocada no âmago da vida social e que nasce da íntima comunhão de vida e de amor fundada no matrimónio entre um homem e uma mulher.

Mas hoje, como sempre, as palavras continuam a ser muito importantes uma vez que arrastam consigo um mundo de significados, emoções e valorizações axiológicas que - embora não se explicitem- transmitem mais do que o significado oficial que cada termo indica. Por isso, nos grandes debates actuais sobre questões de fundo de natureza social e moral, há uma tendência para se apropriar daquelas palavras que vêm carregadas de conotações positivas para a maior parte das pessoas.

É o que acontece com a palavra família: os que têm vindo a atacá-la e a desprezá-la, tentam apropriar-se deste termo para designar outras realidades bem diferentes que querem valorizar.

Temos vindo a assistir a tentativas de designar como família, tanto à que sempre reconhecemos como tal (marido e mulher com os seus filhos e as pessoas relacionadas com eles pelos laços do parentesco) como a outras realidades que se lhe parecem em algo e, inclusivamente, a formas de relação interpessoal que nada têm que ver com a família, como as uniões homossexuais.

Quando perdemos ou deturpamos o significado preciso de uma palavra e passamos a designar com ela várias realidades diferentes ainda que relacionadas a partir de algum ponto de vista, perdemos clareza de ideias e ofuscamos o nosso conhecimento da realidade.

Se eu digo, por exemplo, “coisa”, ninguém sabe de que estou a falar; se digo “animal”, sabe-se um pouco mais embora não demasiado; se digo “humano”, a precisão é muito maior.

Se queremos não perder de vista a Família como algo digno de apreço, respeito e protecção não podemos renunciar a que este termo, família, continue a designar a plenitude do ideal familiar de forma específica; isto é, por família devemos entender única e exclusivamente essa realidade valiosa que surge do compromisso matrimonial entre um homem e uma mulher com vontade de estabilidade e aberta à vida que se amplia nos filhos e, pelas relações de consanguinidade, ao resto dos parentes.

É evidente que na realidade social existem outras formas mais ou menos familiares de organizar núcleos interpessoais que se parecem mais ou menos com a família. A estes grupos poderemos designá-los núcleos familiares, formas familiares ou de qualquer outro modo, mas impõe-se reservar o termo “Família” para a plenitude desta realidade.

Isto não é discriminar, é usar termos precisos para conservar clareza de ideias.

A família é a realidade permanente mais importante para a pessoa e para a sociedade, porque é no âmbito da família que o homem recebe as primeiras noções do BEM e da VERDADE, aprende a AMAR e SER AMADO e o pleno significado de SER PESSOA.



Maria Helena Henriques Marques
Professora do Ensino Secundário

1 comentário:

  1. Na verdade, a FAMíLIA é uma instituição natural, sem a qual a humanidade já se teria extinguido.
    Daí que a confusão de chamar de "família" toda e qualquer espécie de relações interpessoais é, antes de mais um logro.
    Só em FAMÍLIA é possível ao HOMEM (a todo o ser humano)nascer como pessoa, crescer como pessoa, formar-se enquanto pessoa e morrer como pessoa. E este é que é um direito fundamental - o direito de ser pessoa.
    É a FAMÍLIA o primeiro espaço educativo, a primeira escola, o habitat que a natureza forneceu para o crescimento moral da pessoa humana. Mas é uma escola "sui generis", um espaço de apredizagem mútua, onde pais e filhos crescem juntos, uns com os outros e nunca uns contra os outros.

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